artes Bento


 

Era uma pergunta fácil de responder. Não precisava nem mesmo buscar em livros. Os dois se olhavam e ela sem querer ofender, como sempre, queria saber, afinal o que é namorar. Mesmo sendo uma resposta fácil. Ele, calou-se. Falar o que nessa hora? Dizer o que? Pra que se comprometer.

            Quando ninguém esperava alguém lhe disse: Essa é fácil Namorado é aquele que: se preocupa, se importe, perdoa, sente falta, na origem da palavra, mais ainda, significa, galantear, cativar, atrair, seduzir, e por ai vai. Uma infinidade de significados que resultam em incoerência. Se namorar é tudo isso, porque ninguém vive isso? Porque é tão difícil perdoar, esquecer, superar. Quando a situação fica muito difícil, agente separa. Simples.

            Não era pra ser assim, imagino que o namoro foi criado por alguém que amava de verdade. Não por essas pessoas que aproveitam a origem perfeita da criação pra simplesmente aproveitar um romance que na verdade não existe.

            Satisfeita com a resposta, agora basta colocar em pratica. Começar tudo de novo,  reconstruir. Fazer o que agora? Tanto faz. Ela chegou a uma conclusão simples. Apesar da banalização da palavra namoro. Ela vivia o verdadeiro sentido. Se retribuído ou não era real.

            Sem discutir sobre o ideal. Ela entendeu que o que ela vivia era o real do seu ideal.

 

M.M  



Escrito por Bento às 11h57
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UM DIA

 

Um dia de sol

Um dia de chuva

Um dia claro

Um dia escuro

Um dia de Nuvem

Um dia de céu

Um dia com Você

Dias sem você...

 

 

Um dia você me Abraça

Um dia você me beija

Um dia você Me quer

Um dia agente ri

Um dia agente se ama

Dias você me esquece...

 

É sempre um único dia

Nunca vai passar disso

Um dia agente planeja

Um dia agente sonha

Um dia agente chega no futuro

Um dia...

Quem sabe Um dia...

 

 M.M.

 



Escrito por Bento às 13h53
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ATENÇÃO

Na verdade não é necessidade,  a questão é bem mais profunda que isso. Mas quem se importa? Durante anos filósofos preferiam estar sozinhos a mal acompanhados. Bom discurso, mas quem o quer?

É impossível acreditar que palavras citadas são só palavras.  Se fosse assim. Não teriam tanta vida. Mas quando alguém anuncia que “você é única”, isso não pode ser só palavra. São apenas dias mal combinados.

Eu preferia esquecer. A atenção, nem quero tanto assim. Ser compreensível, entender o próximo, viver sozinha. Afinal o que será melhor?

É crise atrás de crise. Combatidas pra viver em paz. O que me consola? Saber que a humanidade passa pelas mesmas coisas que eu? Que nada disso é novidade?

Prefiro passar o tempo correndo, olhando uma paisagem perfeita de arvores e vento muito vento. Prefiro olhar o entardecer, presenciar a despedida cansada do sol, que trabalhou o dia inteiro, prefiro ver o começo da chuva, prefiro a natureza, do que me lamentar por um dia sem atenção  e perder a maior oportunidade que é participar de toda vida que ainda existe por algum Milagre.

 

M.M.

 

  



Escrito por Bento às 11h52
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FOI SÓ UM DIA

                    Era de manhã cedo. Havia uma longa jornada na estrada, ela sabia, estava apenas começando. Mas valia a pena. Acordou ainda quando era  noite, se aprontou como uma criança que espera por um novo filhote, de algum bichinho de estimação. Era dia de reencontro. Passava a semana ansiosa, por sentir de novo sentimentos únicos, expressos uma única vez, por serem sinceros, daquele que a esperava.

Tão distante, porém tão perto. Era assim que se sentiam. Mas isso era superado pela certeza do que queriam. Num desses dias de “coisas sérias”, de negócios, ainda conseguiam parar pra observar a natureza morta de uma cidade cinza e vazia. Que apesar de sua beleza rústica, conseguia chamar atenção pelos seus prédios altos, antigos, e claro cheios de historias. Mas não era exatamente isso que lhe chamava a atenção, e sim estar ao lado de quem ela queria estar. Isso bastava, até mesmo, perder aquele passeio. Mas era segredo.

Foi só um dia. Como se não bastasse a despedida de todos os finais de semana, o reencontro de todos os mesmos finais de semana. Era um relacionamento único. Exclusivo. Distância superada, saudade que acabava e retornava tão rápido que fazia até o tempo passar mais rápido. De qualquer forma, acabou, aquele único dia, aquele único momento se foi.

Foi só um dia, é sempre só um dia. E agora, ela espera mais um, amanhã, depois e depois, dias únicos, dias exclusivos, dia para uma só pessoa.

 

M.M.  

   



Escrito por Bento às 13h52
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A DISTÂNCIA

 

Na maioria dos casos a distância  não simboliza de forma alguma algo bom. Mas nessa historia, a exceção quebra a regra. Era um dia quase normal. Apesar de toda a honestidade que existia nesse relacionamento, havia uma mentira. Mas uma mentira significa todas as mentiras.

Dizer a verdade era algo quase impossível. Mas podia ser real, era só uma questão de decisão. A Verdade nos livros antigos até se comparava a liberdade ou resultava nela. Mas a Mentira era a prisão de todos os homens. A desonestidade era inaceitável. Em algumas civilizações uma “simples” mentira, resultava em mortes. Entretanto, saber de toda a historia, entender de falta de caráter, conhecer pessoas desonestas. Não significa que estamos livres desse mal.

Em um domingo de sol, a frase que preocupava era a de que logo após noticias boas péssimas noticias chegavam. Ela estava certa. Muita felicidade acaba resultando em grandes sustos. Contar a mentira, superar a dor de ser enganado, nada disso seria fácil. Mas a verdade poderia libertar, esse era o discurso, essa era a idéia. Depois da luta de contar a verdade, da decepção de ser enganado. Surgiu a distância.

Péssima combinação, raiva, decepção, mentiras e distância. Não poderia haver nada mais triste do que separar o que não deveria ser separado. A distância de todos os lados doía, era algo necessário. A tristeza da ausência, não serviria pra nada mais do que perceber o quanto era valioso aquilo que estava longe. Foi proposital. Precisava estar longe, precisava não ver mais. Precisava disso.

Era sentimentos que superavam os sofrimentos. Era distancia controlada por amor. Era ausência vigiada por carinho. Apesar de tão longe o sentimento fazia estar perto. O perdão, palavra tão escassa passou a ser lei. O amor, que quase nem existe passou a estar em primeiro lugar. O cuidado que de tão longe ainda estava vivo mostrou a todos os que desejavam mal, que há sim, sentimentos tão fortes que superam, e sempre vão suportar, a tentativa de uma separação. Era por amor.

M.M.



Escrito por Bento às 10h24
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O NUMERO 6

Uma Mania, um costume, uma pratica, uma teoria, uma crença. Ele mesmo nem sabia a escravidão de suas palavras. As suas metas se concretizavam em 6 meses, dias ou anos, mas eram sempre 6.

Quando ainda era criança não conseguia ter mais do que seis brinquedos, se ganhasse mais um que completasse 7 na certa jogaria um fora. Em sua adolescência, seus relacionamentos não podiam ser diferentes. Em 6 meses analisava o comportamento delas e julgava se ficaria com ela pra sempre. Em seis anos, seis namoradas foram descartadas em seis meses de namoro. Ele era o homem do, 6.

Entretanto algo lhe surpreendeu, ao passar um bom tempo sozinho, longos 6 anos. Conheceu alguém que lhe quebrou o padrão e na perda de seu sistema, não soube o que fazer. Resolveu abandoná-la do que ter que perder o seu método do 6.

Ainda deu tempo, apesar de ter se passado 6 meses e sem conseguir abandoná-la por um motivo desconhecido, resolveu colocar mais um prazo. Mais 6 meses. Desta vez ela não conseguiria escapar. Ou seria forte o suficiente para superar todos os seus 6 ou fraca para desistir.

Os seis meses se passaram. A Garota morreu, em um acidente de carro. Era péssima motorista. O homem que a 6 tempos esperava por ela, agora teriam suas regras suspensas. Não agüentava mais ouvir falar de 6.

6 dias, 6 meses, 6 anos, 6 décadas. O homem morreu. O seu sistema foi falhou. Ou não... quem sabe?

 

M.M



Escrito por Bento às 17h03
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AINDA VIVOS

Era Tarde da Noite. O Sol já havia se retirado fazia, três horas, aproximadamente. O desespero da insônia foi tomando conta da noite fria. Nos jornais já sem data, as mesmas notícias, tragédias, horóscopo, curiosidades e receitas. É, não há nada novo. Levantando o homem se dirigiu até a janela. A paisagem do 31º andar era linda, por isso ele escolheu aquela altura.

Ele estava feliz, pois ali daquela altura finalmente conseguia ver todos aquelas pessoas menores, de cima. Gostava de se sentir superior. O vento era muito forte. Daquela distancia do chão não podia ser diferente. A noite entrava tranqüila pela Janela. Enquanto ele aproveitava cada brisa fria que batia em seu peito, a casa se enchia de pequenos barulhos em moveis de madeira. Barulhos que quebravam o som do silencio da noite. A Mulher que dormia em sua cama também fazia parte do cenário, já esquecida pelo cansaço de um dia de trabalho, transportava-se em seus sonhos a um mundo que não existia, mas que lhe tirava deste. O frio e o vento que entrava pela janela do quarto a despertaram. Ainda sem conseguir acreditar que tal frio era provocado pela insônia de seu marido. Ainda assim, resolveu dar ouvidos a fome que a madrugada lhe despertou ao acordar.

O homem ao vê-la acordar, se desculpou pelo incomodo. Conversa que terminou em risos sem muito comprometimento. Os dois resolveram buscar algo que fosse valido para comer. Enquanto conversavam na cozinha, ela não se demorava em abrir diversas frutas, não sabia exatamente o que comer. Ela comia, ele observava, ela falava e ele a admirava. Ele a admirava apenas por falar e comer. Em plena três da manhã ainda conseguia se manter linda. Ao olhar o relógio na parede de aço e vidro que marcava exatamente 3h da manhã, exclamou que deveriam dormir, já era tarde. Enquanto caminhavam até o quarto ouviram um grito que vinha metros a baixo dos dois. Assustados ficaram em silêncio para ouvir mais. Talvez o sono confundisse os sons da madeira, do vento, de alguma coisa. Depois de alguns minutos de silêncio, ouviram vozes, muitas vozes que desciam por todo prédio. A curiosidade os levaram até a janelas. Os dois pasmos olhavam para baixo. Havia uma mulher no asfalto, já disforme, após a queda que levara de sabe lá Deus que andar.

    A Mulher começou a chorar ao ver o corpo de quem sabe, sua vizinha, quebrado no chão frio da madrugada. Do ultimo andar, 31º, só se viam cabeças olhando pra baixo. O Homem tranqüilo resolveu descer e ver como aconteceu deu as ultimas ordens para que sua mulher ficasse quieta em casa e voltasse a dormir. Obviamente seria impossível dormir depois de ver um acidente deste nível. Inconsolável, continuava a chorar. A Morte traz pânico ao vivo. O homem angustiado de vê-la assim prometeu voltar logo e partiu em busca de respostas. Ao sair da cobertura, descia, no elevador lotado, pessoas comentando sobre o grave acidente, ansiosas por ver tragédias.

Logo ao chegar no térreo, podia se ver o amontoado de pessoas. O homem se aproximou para ver o corpo. Era uma mulher. Seu rosto simplesmente desapareceu e no lugar algo deformado, uma única forma de carne encostada no chão. Os dois braços e duas pernas quebradas. Toda sua roupa de dormir coberta de sangue. O homem logo se lembrou de sua esposa que deixou dormindo e se afastou. Queria voltar logo e não ver mais tanto sangue.

- Coitada tinha apenas 45 anos – falou baixinho o senhor do 21º andar. Foi a deixa para as outras perguntas. Era jovem. Mãe de 3 filhos. E a poucos instantes havia descoberto que seu marido mantinha outra família a quilômetros dali. E pra ela a melhor saída foi se jogar do 29º andar. O homem que descobria como a mulher havia morrido, já estava pálido com tanta tragédia. Pensou ele, “foi a apenas 2 apartamentos de diferença, foi muito alto”.

            Ao subir, entrou em seu apartamento, separado de todos. Dirigiu-se até o quarto onde sua mulher dormia. Olhou no relógio, e já eram 5h da manhã. Passou muito tempo lá embaixo.

Fechou a janela. Deitou ao lado de sua esposa, que conseguia dormir em meio a tragédia. E passou a  observá-la. Tranqüila, já havia desistido de esperar por ele, e adormeceu.

            Abraçados, tentaram esquecer a cena de horror de alguns minutos atrás. Ela acordou e baixinho disse: - você não voltou – Entre desculpas adormeceram. Ainda estavam vivos.

     

M.M.



Escrito por Bento às 14h40
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"Entreque o passado à misericordia de Deus, o presente a seu amor e o futuro à sua providência." Texto retirado do livro "Confissões" de Agostinho

Escrito por Bento às 12h27
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São desenhos e não fotos !  O que as guerras e censuras não nos deixam ver: O pintor iraniano Iman Maleki, gênio do realismo, ganhou o prêmio
William Bouguereau e o 'Chairman´s Choice' no II Concurso Internacional de Art Renewal Center. Muitos o consideram o melhor pintor de arte realista do
mundo. Seus desenhos competem com as câmeras digitais de 10 Megapixels, afirmam os especialistas! Veja e confira...Incrível! Perfeito!

 



Escrito por Bento às 10h09
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Escrito por Bento às 16h21
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Escrito por Bento às 16h17
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Escrito por Bento às 11h09
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Uma arte dos tempos de criança!

Escrito por Bento às 16h21
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Eu ganhei muito, eu perdi tudo. E graças a Deus que eu perdi, porque só assim eu aprendi a dar valor às coisas que ganhei. Eu aprendi que as fortunas são transitórias, e as amizades são eternas. Eu aprendi que a vida é cruel, mas é assim, que não adianta chorar, não adianta reclamar, nem se revoltar, pq além de não ajudar, atrapalha. Os murmúrios nos colocam na jaula da negatividade.

Hoje tudo deu errado, mas amanhã vai dar certo. E se não der? Se não der,um dia vai dar, porque tudo acaba dando certo pra quem acredita que vai dar certo. A insegurança não acaba, eu sei. Mas mesmo que nada seja absolutamente seguro, é fazer as coisas com certeza que me traz segurança. Eu sei o que eu quero, mas Deus sabe o que eu preciso, e nem sempre o que eu quero é o que eu preciso. Então que seja feita a TUA vontade.

Eu sou o rei? Sou o dono do mundo? NÃO. Então como posso querer ter tudo, não é verdade? Se eu tenho uma namorada, eu não tenho emprego. Se eu tenho emprego eu não tenho namorada. Quando eu tiver emprego e namorada, terei tudo? NÃO, sempre faltara algo, e, no entanto nada me faltará. Eu aprendi a lidar com o que tenho, e o que importa é o que tem. E quando eu olho pra mim com bons olhos, eu acabo enxergando que eu tenho muito.

O amor e a amizade são minhas reais propriedades. O resto é fé e criatividade!

Escrito por Bento às 16h07
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